Relatório de aula – Durkheim (-Levar na próxima aula)

RELATÓRIO – TEXTO DURKHEIM
PDGL

ÈMILE DURKHEIM

POSITIVISMO
ÈMILE DURKHEIM 1858 – 1917
  1. Obras (dentre outras).

1.1.    As regras do método sociológico.

1.2.    Da divisão do trabalho social.

1.3.    O suicídio.

1.4.    As formas elementares de vida religiosa.

  1. Objetivos centrais.

2.1.    Dar uma reputação verdadeiramente científica à sociologia estabelecendo um método de análise consistente.

2.2.    Pensar um projeto de reforma social que estabeleça a harmonia e a coesão perdidas com as chamadas questões sociais.

  1. Influências.

3.1.    Positivismo – Augusto Comte.

3.1.1. Ênfase no poder da razão (iluminismo) e superioridade da ciência como forma explicativa do mundo.

3.1.2. Fundação de uma sociologia verdadeiramente científica capaz de descrever as leis de funcionamento da sociedade e orientar o seu comportamento.

3.2.    Organicismo.

3.2.1. Albert Schaffle.

3.2.2. Herbert Spencer.

3.2.3. Alfred Espinas.

3.2.3.1.              Princípios gerais.

3.2.3.1.1.         Existem caracteres universais presentes nos mais diversos organismos vivos, dispostos sob a forma de órgãos e sistemas.

3.2.3.1.2.         Deve-se abordar a evolução da espécie humana conforme as leis que explicam o desenvolvimento dos seres vivos.

3.2.3.1.3.         A espécie humana deve ser integrada aos estudos universais das espécies vivas

3.3.    Darwinismo Social.

3.3.1. Darwinismo – Charles Darwin.

3.3.1.1.              Princípios gerais.

3.3.1.1.1.         As diversas espécies de seres vivos se transformam continuamente com a finalidade de aperfeiçoar e garantir a sobrevivência.

3.3.1.1.2.         Os organismos tendem a se adaptar cada vez melhor ao ambiente, criando formas mais complexas e avançadas de existência, que possibilitam, pela competição natural, a sobrevivência dos seres mais aptos e evoluídos.

3.3.2. Darwinismo social.

3.3.2.1.              Princípios gerais.

3.3.2.1.1.         Tentativa de se explicar a evolução da sociedade a partir das idéias de Charles Darwin.

3.3.2.1.2.         As sociedades evoluem – modificam-se –  num mesmo sentido, de um estágio inferior para outro superior. Nesta evolução o organismo social mostra-se cada vez mais adaptado e mais complexo.

3.3.2.1.3.         A mudança garante a sobrevivência dos organismos – sociedades – mais fortes e mais evoluídos

3.3.3. Posição do Positivismo sobre o darwinismo social.

3.3.3.1.              As sociedades coloniais (América, África, Oriente, etc…) seriam “fósseis vivos” representativos de sociedades primitivas, reminiscências do passado da humanidade.

3.3.3.2.              Essas sociedades mais simples e de tecnologias menos avançadas, deveriam evoluir em direção a níveis de maior complexidade e progresso na escala da evolução.

3.3.3.3.              O topo da escala evolutiva seria a sociedade industrial européia.

3.4.    Conservadorismo.

3.4.1. Edmund Burke.

3.4.2. Joseph de Maistre.

3.4.3. Louis de Bonald.

3.4.4. Princípios gerais.

3.4.4.1.              Opõem-se às transformações trazidas pela Revolução Francesa.

3.4.4.2.              Criticavam o predomínio da razão na idade moderna e a agitação da era atual.

3.4.4.3.              Defendiam o retorno aos ideais de harmonia e estabilidade presentes na Idade Média com ênfase nos princípios religiosos e monarquistas.

3.4.5. Posição de Durkheim sobre o Conservadorismo.

3.4.5.1.              Deixa-se influenciar pelo pensamento conservador embora admitindo a idéia de progresso, ou seja.

3.4.5.2.              Busca a conciliação entre a harmonia do mundo anterior com o progresso do mundo moderno.

  1. Teoria sociológica positivista (funcionalismo).

4.1.    Sobre o método.

4.1.1.  A sociedade é superior ao indivíduo.

4.1.2.  A explicação da vida social tem seu fundamento na sociedade e não no indivíduo.

4.1.3.  Uma vez criadas pelos homens as estruturas sociais passam a funcionar de modo independente de seus criadores e a condicionar suas ações.

4.1.4. A tarefa da sociologia é explicar como o todo (a sociedade) condiciona as suas partes – os indivíduos.

4.1.5. Os sujeitos individuais não passam de uma construção social.

4.1.6. O sociólogo deve seguir os mesmos passos de qualquer outro cientista (físico, químico, biólogo), a saber:

4.1.7. FATO SOCIAL – “A COISA”:

“É um fato social toda maneira de agir, fixa ou não, capaz de exercer sobre o indivíduo uma coerção exterior, ou ainda; que é geral no conjunto de uma dada sociedade tendo, ao mesmo tempo, uma existência própria, independentemente das suas manifestações individuais”.
CARACTERÍSTICAS
Exterioridade Provêm da sociedade e não do indivíduo.
Coercitividade São impostos pela sociedade ao indivíduo.
Objetividade Têm uma existência independente do indivíduo.
Enfim, maneiras padronizadas de agir na  sociedade.
EXEMPLOS
Família Religião Empresa Escola Exército Leis
Governo Economia Cultura Política Tradições Língua
COMO DEVEM SER ESTUDADOS
Causa Por que eles surgem? Qual a razão da sua criação?
Função Qual o papel que eles cumprem na sociedade? Sua utilidade? Para que ele serve?
Da mesma forma que um ser vivo, na sociedade, o fato social pode ser comparado com um órgão que cumpre uma determinada função e só tem existência dentro da sociedade.
  1. Sobre a modernidade: Durkheim vai construir a sua interpretação sobre as origens e as características do mundo social moderno.

5.1.    Tese central.

5.1.1. A divisão social do trabalho: historicamente, as sociedades passam por um processo de evolução caracterizado pela diferenciação social (especialização).

5.2.    Conceitos relevantes

5.2.1.1.              Consciência social: compõe-se da consciência coletiva e consciência individual.

5.2.1.2.              Consciência coletiva: conjunto de crenças e sentimentos comuns à média dos membros de uma mesma sociedade que forma um sistema determinado de vida.

5.2.1.3.              Consciência individual: conjunto de crenças e sentimentos que NÃO são compartilhados coletivamente e que só pertence ao próprio indivíduo e que os distingue dos outros.

5.2.1.4.              Solidariedade social.

5.2.1.4.1.         Diferentes maneiras de integração (união, coesão, associação, compartilhamento) das pessoas nos grupos ou nas instituições sociais.

5.2.1.4.2.         As diversas maneiras de solidariedade social caracterizam as formas de organização da sociedade.

5.2.1.5.              Solidariedade mecânica.

5.2.1.5.1.         Típica das sociedades simples – “Primitivas” – com forte predominância da consciência  coletiva.

5.2.1.5.2.         Praticamente não existe divisão do trabalho (diferenciação, especialização).

5.2.1.5.3.         Total predomínio do grupo sobre os indivíduos

5.2.1.5.4.         Existência de grande semelhança (comportamento) entre os indivíduos

5.2.1.5.5.         Pouco ou nenhum espaço para a individualidade.

5.2.1.5.6.         São sociedades muito isoladas, com vida própria, com pouco contato com o mundo exterior.

5.2.1.5.7.         Exemplos: sociedades “primitivas”, sociedades indígenas,

5.2.1.6.              Solidariedade orgânica.

5.2.1.6.1.         São sociedades complexas – “desenvolvidas”, industriais – com relevante presença da consciência individual.

5.2.1.6.2.         Acentuada divisão do trabalho (diferenciação, especialização).

5.2.1.6.3.         Grande presença da consciência individual.

5.2.1.6.4.         Enfraquecimento da consciência coletiva.

5.2.1.6.5.         Os indivíduos estão integrados nas coletividades porque cada um passa a depender do outro.

5.2.1.6.6.         Aumento da individualidade – maior autonomia individual.

5.2.1.6.7.         Cada indivíduo exerce determinadas funções específicas vitais para o todo social.

5.2.1.6.8.         Ao contrário das sociedades simples, “primitivas”, tradicionais, onde o indivíduo era visto apenas como parte de um ente coletivo que o dominava, no mundo moderno, o indivíduo passa a distinguir-se do grupo social e tomar consciência de sua própria individualidade.

5.2.1.6.9.         A especialização não é apenas econômica, mas também social, política, cultural, educacional, artística e outras.

5.2.1.6.10.     Enfim, a divisão do trabalho, diferenciação, tem uma importante função de integração social.

5.2.1.7.              Evolução: historicamente, as sociedades evoluem da solidariedade mecânica para a solidariedade orgânica.

SOLIDARIEDADE MECÂNICA

(SOCIEDADES SIMPLES)

SOLIDARIEDADE ORGÂNICA

(SOCIEDADES COMPLEXAS)

5.2.1.7.1.         Causas.

5.2.1.8.              Causas:

5.2.1.8.1.1.               Volume: aumento do número dos indivíduos (população).

5.2.1.8.1.2.               Densidade material: número de indivíduos em relação à determinada superfície do solo.

5.2.1.8.1.3.               Densidade moral: intensidade de comunicações e trocas entre os indivíduos. Quanto mais intensa é a relação entre indivíduos, maior a densidade material.

5.2.1.8.2.         Conseqüências.

5.2.1.8.2.1.               Diferenciação social – especialização.

5.2.1.8.2.2.               Aumento da individualidade.

5.2.1.8.2.3.               Diminuição da consciência coletiva.

5.2.1.8.2.4.               Aumento da consciência individual.

5.3.    Diagnóstico do mundo moderno –  divisão social anômica.

5.3.1. Os declínios constantes da consciência coletiva e os anseios de liberdade (aumento da consciência individual) podem levar a um excesso de egoísmo, colocando os indivíduos em choque entre si e ao comprometimento do “bom funcionamento da sociedade”.

5.3.2. Conseqüências: aumento do egoísmo, excesso de liberdade com desagregação social.

  1. Sobre o fenômeno do suicídio no mundo moderno.

6.1.    Tese: o ato de suicidar-se tem origem em causas sociais e não psicológicas

6.2.    Definição: todo caso de morte provocado pela própria vítima com plena consciência do seu resultado.

6.3.    Tipos de suicídio.

6.3.1. Suicídio egoísta: ausência de integração social – “ninguém me ama, ninguém me quer”.

6.3.1.1.              A vítima não está integrada às instituições sociais que deveriam regular suas ações imprimindo-lhe disciplina e ordem ( família, igreja, trabalho e outras).

6.3.2. Suicídio altruísta: quando o indivíduo se identifica tanto com a coletividade que é capaz de tirar sua própria vida por ela (mártires, kamikazes, homens-bomba)

6.3.3. Suicídio anômico.

6.3.3.1.              É aquele que se deve a um estado de desregramento social, no qual as normas sociais estão ausentes ou perderam o sentido.

6.3.3.2.              Quando os laços sociais que integram os indivíduos ou grupos se afrouxam.

6.3.3.3.              Conseqüências.

6.3.3.3.1.         Enfraquecimento da consciência coletiva.

6.3.3.3.2.         Perda da moral orientadora e disciplinadora dos comportamentos.

6.3.3.3.3.         Exacerbamento do individualismo a ponto de colocar em perigo a própria sociedade.

6.3.3.3.4.         Para Durkheim, o suicídio anômico é típico das sociedades modernas e industriais.

6.3.3.4.              Exemplos.

6.3.3.4.1.         Fim do regime soviético.

6.3.3.4.2.         Plano Collor.

6.3.3.4.3.         Comportamento da população em decorrência das enchentes em “New Orleans”, Estados Unidos da América.

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Sobre anacranes
Este blog não passa de uma série de pensamentos e desabafos sobre tudo e todos! Sobre eu? Bem eu? Se não me engano falei bastante sobre mim no primeiro post... Mas resumidamente: Sou a união de tudo aquilo que me faz ser eu! Da mesma forma que você e ele! Que Deus nos ilumine nesse mundo insano....

One Response to Relatório de aula – Durkheim (-Levar na próxima aula)

  1. Valdo disse:

    Olá, boa tarde!

    Vocês são alunos de campus?

    Grande abraço, Valdo.

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